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Cortejo para a Casa da Residência

Boa Noite meus senhores

Agora e todas as vezes

É esta saudação

Que do coração

Vos dão os camponeses

Nós somos gentes do campo

Nosso trabalho é rude

Não possuímos riqueza

Mas a natureza

Nos dá a saúde

Nos campos a trabalhar

Sentimos grande alegria

Quantas vezes desejamos

E até imploramos

Que não finde o dia

Quando desce a vil da noite

Sobre o ar que se descerra

Regressamos a nossos lares

Com lindos cantares

Alegramos a terra

Ao regressarmos a casa

Vamos juntos à lareira

Nossos pais, nossos avós

Que esperam por nós

Sentados à fogueira

Formamos todos em círculo

Com grande satisfação

À luz da humilde candeia

Comemos a ceia

Fazemos oração

 

Sou de Lamosa

Sou de Lamosa, faço meia

Ai, ai, ai

Pelo caminho a cantar

A profissão não me recreia

Ai, ai, ai

É pró sustento do meu lar

(Refrão)

Ó Lamosa

Um cantinho sem igual

Quem não conhece Lamosa

Não conhece Portugal

Oferendas vimos trazer

Ai, ai, ai

Fruto do nosso labor

Com alegria e prazer

Ai, ai, ai

Para a casa do Senhor

Estes queijos saborosos

Ai, ai, ai

São das nossas ovelhinhas

E também os ovos frescos

Ai, ai, ai

Das nossas gordas galinhas

 

Mas que linda é Lamosa

Mas que linda é Lamosa

Com tapetes de verdura

Corrida de lés a lés

Toda é luz e formosura

(Refrão)

Ó Lamosa

Mas que linda é

Com a igreja ao centro

E o jardim ao pé

E eu hei-de cercar Lamosa

Com vara e meia de fita

À porta do meu amor

Hei-de pôr a mais bonita

 

Sou da serra, sou serrana

Sou da serra, sou serrana

Não nego a geração

Também na serra se criam

Meninas de estimação

Eu gosto de ver bailar

Quem usa saia rasteira

Pé no chão e pé no ar

P’ra não levantar poeira

 

 

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